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Mimetismo Animal e Vegetal: Uma Ilusão Muito Competitiva!

07 Fev 2012 - 20h38 - 1.367 caracteres

Nesta época carnavalesca, em que as máscaras e a alteração da aparência para confundir identidades, parecenças ou mesmo presenças, são vividas com redobrada intensidade, é uma boa altura para recordar uma característica comportamental presente em algumas espécies animais e vegetais.

Na espécie humana o uso de máscaras tem raízes etnográficas profundas. Hoje, porventura efectuada em outros palcos que não os das suas origens, manifestações centralizadas de rituais esquecidos ou escondidos numa outra camuflagem, emersa na erosão que o tempo traça na memória das tradições, esburacando-a, esfarrapando os seus conteúdos.

Erga-se então o espanto do mimetismo e camuflagem anima e vegetal. Capacidade fascinante (entre outras) da vida que evoluiu e foi seleccionada pela força da motriz da sobrevivência. Prova viva, não fóssil, da evolução.

Para se esconderem dos predadores, ou para surpreenderem as suas presas, inúmeras espécies animais e vegetais adquiriram uma exímia capacidade em se fazerem confundir com o ambiente que as rodeia, como se o minimizassem ou nele se “dissolvessem” ao apresentarem uma transparência útil.

Há inúmeros exemplos do mimetismo animal que desafiam a melhor das resoluções técnicas e acuidades visuais. Desses, aqui se apresentam dois. Sabe que animais se confundem com a paisagem? A resposta, em breve, talvez na terça-feira de carnaval.

António Piedade

 

Fotos – créditos: Thomas Marent / ARDEA / CATERS NEWS



© 2012 - Ciência na Imprensa Regional / Ciência Viva


António Piedade

António Piedade é Bioquímico e Comunicador de Ciência. Publicou mais 500 artigos e crónicas de divulgação científica na imprensa portuguesa e 20 artigos em revistas científicas internacionais. É autor de sete livros de divulgação de ciência: "Íris Científica" (Mar da Palavra, 2005 - Plano Nacional de Leitura),"Caminhos de Ciência" com prefácio de Carlos Fiolhais (Imprensa Universidade de Coimbra, 2011), "Silêncio Prodigioso" (Ed. autor, 2012), "Íris Científica 2" (Ed. autor, 2014), "Diálogos com Ciência" (Ed. autor, 2015) prefaciado por Carlos Fiolhais, "Íris Científica 3" (Ed. autor, 2016), "Íris Científica 4" (Ed. autor, 2017).


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