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Utilizar muões positivos para compreender melhor o hidrogénio

03 Nov 2015 - 11h08 - 2.569 caracteres

Mais uma peça para o puzzle do intrigante hidrogénio. Uma equipa de físicos da Universidade de Coimbra (UC), de Berlim, Inglaterra e do Texas, demonstrou que os muões positivos podem ser usados para obter informações particulares sobre o hidrogénio, impossíveis de conseguir por outros métodos.

O estudo, financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) e por fundos europeus, e distinguido pelos editores da revista científica “Physical Review B” (http://journals.aps.org/prb/abstract/10.1103/PhysRevB.92.081202), permitiu uma «rara demonstração experimental de que a configuração química do muão [positivo] e a do hidrogénio nos materiais é a mesma, o que possibilita um avanço substancial na compreensão do papel do hidrogénio», afirma Rui Vilão, coordenador da equipa lusa e primeiro autor do artigo.

Em linguagem simples, ilustra o físico da Faculdade de Ciências e Tecnologia da UC, «podemos dizer que o muão funciona como um sósia ou como o duplo de um filme. Mas enquanto no cinema o duplo substitui o ator principal,