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Entrevista com Filipa Oliveira vencedora do Famelab

25 Jun 2012 - 12h23 - 3.017 caracteres

Filipa Oliveira é natural da cidade de Macedo de Cavaleiros, distrito de Bragança, Trás-os-Montes e Alto Douro. Trabalha na área educativa do Museu da Ciência da Universidade de Coimbra e é estudante de Doutoramento em Ensino das Ciências – ramo da Física na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra. Vencedora do Famelab deste ano, partilha connosco a experiência enriquecedora que viveu.

 

António Piedade (AP) – O que é o Famelab?

Filipa Oliveira (FO) - O FameLab é um concurso internacional de comunicação de ciência criado pelo Cheltenham Science Festival de Inglaterra. É apoiado desde 2006 pelo British Council, que o expandiu a outros países. Em 2012 decorreu pela terceira vez em Portugal, com organização da Ciência Viva. 

 

AP - O que te motivou a participar no Famelab?

FO - O gosto pelo desafio e pela comunicação de ciência. A vontade de desenvolver competências e de realizar novas aprendizagens nesta área. É importante divulgar conceitos científicos para que a sociedade compreenda o verdadeiro valor e a importância da ciência. Além disso, este concurso obriga a conjugar em três minutos várias características de uma boa comunicação, e conseguir equilibrar tudo em tão pouco tempo, é de facto interessante e estimulante.

 

AP - O que é que destacas na experiência que viveste?

FO  –  A formação dada na MasterClass pela Timandra Harkness. Aprendi novas técnicas de comunicação e a forma de melhorar outras. Gostei do ambiente divertido, enérgico e informal. É ainda de destacar o espírito de grupo que sempre esteve presente em todo o fim-de-semana da formação e na sessão da final. Houve a transmissão de conhecimentos e saberes por parte da organização e dos participantes. A discussão de ideias, opiniões e partilha de experiências profissionais proporcionou também momentos fantásticos e enriquecedores. Todos tiveram a oportunidade de aprender uns com os outros. As pesquisas realizadas por iniciativa própria ao longo das diversas fases do concurso, a formação na MasterClass e a experiência na área educativa do Museu da Ciência da Universidade de Coimbra, permitiu-me harmonizar de uma forma criativa, dinâmica e simples apresentação oral com a linguagem corporal.

 

AP - O que representou para ti vencer a edição deste ano do Famelab português?

FO  –  Representou um reconhecimento do trabalho realizado e a prova que tudo o que se faz com paixão, brio e dedicação tem os seus resultados.

As atitudes de partilha e de cooperação ao longo das diferentes fases do concurso mostram uma caminhada positiva e importante no amadurecimento e no crescimento de alguns aspectos relacionados com a comunicação de ciência.

Os dois prémios que recebi, o do júri e o do público, são um sinal que é possível transmitir com clareza e rigor conceitos científicos difíceis e abstractos, e estes serem compreendidos por todos. Foi uma grande responsabilidade representar Portugal numa competição mundial e num Festival tão grandioso como o Festival de Ciência de Cheltenham.

 

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António Piedade

António Piedade é Bioquímico e Comunicador de Ciência. Publicou mais 500 artigos e crónicas de divulgação científica na imprensa portuguesa e 20 artigos em revistas científicas internacionais. É autor de sete livros de divulgação de ciência: "Íris Científica" (Mar da Palavra, 2005 - Plano Nacional de Leitura),"Caminhos de Ciência" com prefácio de Carlos Fiolhais (Imprensa Universidade de Coimbra, 2011), "Silêncio Prodigioso" (Ed. autor, 2012), "Íris Científica 2" (Ed. autor, 2014), "Diálogos com Ciência" (Ed. autor, 2015) prefaciado por Carlos Fiolhais, "Íris Científica 3" (Ed. autor, 2016), "Íris Científica 4" (Ed. autor, 2017).


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